Ministro da Cultura diz que pasta estava em situação de “caos administrativo”

O ministro da Cultura Marcelo Calero afirmou nesta sexta-feira (29/7) que ao assumir o ministério encontrou uma pasta em situação de “caos administrativo. “Estava desmontado. Tínhamos orçamento de R $ 400 milhões até o fim do ano, o que não nos permitiria sobreviver até lá, e uma dívida de R$ 1 bilhão.” Entre as medidas adotadas pelo ministro para a reformulação da pasta, houve o corte de gastos e demissão de apadrinhados políticos.

O ministro comentou sobre as demissões de funcionários comissionados, criticadas por funcionários ligados ao Partido dos Trabalhadores. Segundo ele, “não existe pessoa vital”. “A gente tem que parar de ‘fulanizar’ as coisas, tem que mudar essa cultura no Brasil.”

Os últimos dias tem sido marcados por um embate midiático entre o ex-ministro petista Juca Ferreira e o atual chefe da pasta. Juca usou as redes sociais e seus contatos na imprensa de esquerda para atacar Calero, acusando o ministro de “desmontar o MinC”. O motivo por trás das acusações é a ligação de Juca Ferreira com o coletivo Fora do Eixo, de Pablo Capilé. Durante os anos Lula e Dilma, Juca emplacou vários indicados e militantes do coletivo em cargos no MinC, e eles estão sendo demitidos pelo novo ministro.

Marcelo Calero rebateu, afirmando que “desmonte da cultura é gestão inconsequente e irresponsável”. Segundo o novo ministro, as acusações por parte do antigo comando da pasta não vão alterar a política de reestruturação da pasta. Só nesta semana foram anunciadas 85 demissões em cargos de confiança no ministério. O MinC informou que apenas 45 vagas serão preenchidas novamente, mas com funcionários de carreira. As outras serão extintas.

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