Executivos da Andrade Gutierrez surpreendem Moro pela normalidade com a qual lidavam com a propina

Otávio Marques de Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, disse em depoimento ao juiz Sérgio Moro que as propinas, dentro da empresa, eram encaradas com naturalidade e chamadas de “custo comercial”. Segundo o executivo, elas faziam parte nos orçamentos de cada obra executada pela empresa como uma “remuneração variável” ou “custos administrativos”.

Sérgio Moro, diante da declaração, questionou: “Tão natural assim?” Em resposta, ouviu que “o pessoal da construtora vê como um custo comercial qualquer. Vê como impacta o resultado e se impacta o bônus executivo”, disse Azevedo. O empresário ainda explicou que o acordo com o PT era destinar ao diretório nacional do partido 1% do valor de todas as obras executadas para órgãos federais, o que naturalmente significa que a maioria destas obras era também superfaturada.

Azevedo explicou, ainda, que a propina virava “uma tragédia” quando solicitada já com o trabalho em andamento, após a formação de custo, porque assim sairia do custo da obra.

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