TSE está na cola de Edinho Silva

As irregularidades apontadas na campanha de Dilma Rousseff em 2014 parecem levar a outras suspeitas envolvendo membros do alto escalão do partido. No momento, o TSE investiga a DCO Informática, empresa com sede em Uberlândia que foi contratada de forma suspeita para prestar um serviço ilegal durante a campanha do PT, em 2014: envio de spam para celulares por meio do aplicativo WhatsApp.

A DCO Informática, que é uma empresa cuja sede não possui identificação na fachada e nem funcionários registrados, alega ter subcontratado a 2k Comunicações para o serviço, uma espécie de manobra de terceirização. O problema é que a 2K era de propriedade de Keffin Gracher, assessor de Edinho Silva desde que ele era apenas deputado estadual.

Edinho, por sua vez, já foi ministro-chefe na SECOM e foi o tesoureiro da campanha. O valor repassado pelo partido à DCO é de R$ 4,8 milhões no mês de outubro de 2014, apesar de a empresa ter apenas três funcionários e um notebook.

O presidente do TSE, Gilmar Mendes, encaminhou as informações ao STF. Em nota, o advogado da campanha de Dilma, Flávio Caetano, nunca fez qualquer menção a uma subcontratação de qualquer empresa ligada ao tesoureiro, o que por si só já configura ocultação de dados.

Edinho Silva disse que a nota do PT seria sua resposta e não atendeu os telefonemas dos jornalistas para responder sobre a relação com Keffin.

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