PT tenta evitar quebra de sigilos de secretário de Haddad

Segundo a Jovem Pan, nesta quarta-feira (25), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o Teatro Municipal na Câmara Municipal realizou uma reunião extraordinária requerida pelo vereador Alfredinho (PT), que contesta os procedimentos. O petista pede reconsideração dos requerimentos aprovados na última reunião da comissão, em 6 de julho. Nessa reunião, foi aprovada a quebra dos sigilos fiscal, bancário, telefônico e de e-mails dos investigados pelo Ministério Público no esquema de corrupção que desviou ao menos R$ 15 milhões do teatro.

A lista dos que tiveram sigilo quebrado inclui o maestro Jonh Neschling, que é diretor artístico do teatro, o secretário municipal de Comunicação da gestão Fernando Haddad (PT), Nunzio Briguglio Filho, o diretor da Fundação Teatro Municipal entre 2013 e 2015, José Luiz Herencia, e William Nacked, ex-diretor geral do Instituto Brasileiro de Gestão Cultural. Toda essa tropa é investigada pelo Ministério Público Estadual. Eles  negam participação no esquema, com exceção de Herencia, que é réu confesso e firmou acordo de delação premiada.

Alfredinho reclamou dos procedimentos da comissão, como a “aprovação de requerimentos de forma verbal”, a realização de “reuniões secretas” e o “envio de documentos a órgãos externos sem que a CPI tenha sido concluída”. De forma não muito convincente ele ainda disse: “A perpetuação das irregularidades apontadas podem colocar em risco os esforços da CPI do Teatro Municipal, gerando nulidade e, por conseguinte, prejudicando sobremaneira os resultados alcançados”.

Mas a Procuradoria da Casa declarou não ver irregularidades na conduta da CPI até o presente momento. O departamento jurídico foi consultado pelo presidente Quito Formiga logo após reclamação formal de Alfredinho. Integrantes da oposição definem a medida como nada mais do que uma “operação abafa”. Eles dizem que aliados do prefeito Fernando Haddad (PT) querem brecar as investigações na Casa.

 

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