Dilma defende doutrinação e mente sobre Escola Sem Partido

Em passagem por Aracaju (SE), a presidente afastada Dilma Rousseff atacou o projeto Escola sem Partido. Para a presidente, há uma suposta relação entre o projeto que defende a neutralidade política, ideológica e religiosa nas escolas com o governo do presidente interino Michel Temer.

A presidente mentiu sobre o projeto em tramitação no Senado, já que ele foi elaborado pela ONG Escola Sem Partido, do advogado Miguel Nagib. Na Câmara dos Deputados, o projeto é defendido pelo deputado Izalci Lucas (PSDB-DF) desde a apresentação do PL 867 em 2015. No Senado quem defende o fim da doutrinação é o senador Magno Malta, que sequer é do PMDB.

Em nenhum momento houve qualquer fala de Michel Temer defendendo o partido. Houve o contrário: o economista Adolfo Sachsida foi nomeado para um cargo no Ministério da Educação e exonerado no dia seguinte devido a protestos de funcionários do ministérios ligados a partidos da extrema-esquerda. Segundo os manifestantes, um apoiador do Escola Sem Partido não poderia trabalhar no Ministério. Temer atendeu aos protestos.

“Eles têm uma pauta ultraconservadora”, disse Dilma. Para a presidente, não há como fazer escola sem partido. Dilma defendeu o modelo atual afirmando que tirar do professor a possibilidade de fazer seu trabalho com base em ideologias é tirar direitos do brasileiros e um retrocesso para a esquerda. “A educação sem partido é na verdade o coroamento dessa visão”, afirmou. “Querem nos transformar num bando de carneiros. Isso é a educação sem partido.”

 

Anúncios

2 comentários sobre “Dilma defende doutrinação e mente sobre Escola Sem Partido

  1. Viva o Escola sem Partido! Viva a liberdade e diversidade de pensamento!
    É claro que o projeto ameaça o pt e toda a esquerda, há décadas eles vêm fazendo a cabeça de alunos a favor do partido. Falam em liberdade mas são autoritários. Repudiam o ódio mas tentam calar à força quem não pense igual a eles.
    Chega de formar carneiros – que se formem cidadãos conscientes de suas responsabilidades dentro da sociedade e preparados para encarar o mercado de trabalho , aptos a se sustentar e gerar riqueza para o país. É disso que precisamos e não de jovens baderneiros discutindo patologicamente aborto, feminismo, drogas, sexo e revolução social, ignorando o custo disso para a sociedade.
    Chega de atraso, vamos em frente pois o tempo perdido não volta.

Deixe uma resposta