Temendo vaias, Dilma desiste de participar da cerimônia de abertura das Olimpíadas

A presidente afastada Dilma Rousseff desistiu de participar da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, marcada para o próximo dia 5. Ex-ministros e amigos haviam aconselhado Dilma a não comparecer à abertura da Olimpíada. Os motivos foram o clima hostil depois das várias denúncias de corrupção, a precariedade dos jogos e o ambiente econômico deixado pela petista antes de seu afastamento. Mesmo depois de ter reivindicado a maternidade dos jogos, Dilma achou melhor se preservar.

Falando publicamente, a presidente adota outro discurso. Em entrevista à Rádio França Internacional, a presidente afirmou que não pretende ir aos Jogos por ter sido convidada pelo Comitê Olímpico Internacional para assistir a abertura no camarote dos ex-presidentes. Aproveitando o momento, a presidente usou o convite para reivindicar para si o papel de legitima presidente e reforçar a tese do golpe. “Eu não pretendo participar da Olimpíada numa posição secundária”.

A presidente sinaliza a desistência em um momento de extrema fragilidade. O depoimento do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura desorganizaram a narrativa do Partido dos Trabalhadores, forçando Dilma a repetir os argumentos de seu antecessor Lula ao dizer que “não tinha conhecimento das irregularidades na campanha”. Segundo avaliações do governo interino e do próprio Partido dos Trabalhadores, o impeachment deve ser aprovado com uma margem de 60 a 65 votos.

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