Michael Jordan faz doação milionária para tentar amenizar as tensões raciais nos EUA

Diante da crescente tensão racial nos EUA, reforçada pela retórica dos Democratas, o ídolo do basquete americano Michael Jordan declarou em exclusividade para a ESPN que doará US$ 2 milhões para duas entidades americanas, uma delas luta pelos direitos dos negros e a outra pelos policiais. Na declaração, Jordan deixou claro que considera lamentáveis os recentes acontecimentos no país, e que acha especialmente covarde que o Black Lives Matter, como reação a morte de negros, incentive a violência contra policiais.

“Como um americano orgulhoso, um pai que perdeu o próprio pai em um ato de violência e um homem negro, fico profundamente perturbado pela morte de afro-americanos pelas mãos da polícia e furioso pela covarde e cheia de ódio resposta ao se matar policiais”, disse Jordan.

Em outro trecho da carta, o ex-jogador disse:

Nas últimas três décadas eu vi de perto a dedicação dos policiais que protegeram a mim e a minha família. Eu tenho muito respeito por eles e pelo sacrífico e serviço deles, mas também reconheço que para muitas pessoas de cor, as experiências com a polícia foram diferentes das minhas. Eu decidi falar com a esperança de que possamos nos unir como americanos e que, com um diálogo pacífico e com educação, consigamos construir mudanças.”

Jordan perdeu seu pai, James Jordan, durante um assalto 1993. Algum tempo depois o maior jogador de todos os tempos se aposentou, mas continua sendo um ídolo até hoje e uma inspiração para jovens de classes mais baixas que têm o sonho de se tornarem grandes jogadores de basquete.

O ídolo finalizou sua emocionante carta com o seguinte parágrafo:

“Somos privilegiados em viver no melhor país do mundo – um país que promoveu a mim e a minha família as melhores oportunidades. Os problemas que enfrentamos não começaram da noite para o dia e não vão ser resolvidos até amanhã, mas, se trabalharmos juntos, nós podemos promover uma compreensão maior, conseguir mudanças positivas e criar um mundo mais pacífico para nós mesmos, para nossas crianças, para nossas famílias e para as nossas comunidades.”

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