Antes da confissão de Santana, Dilma dizia que caixa 2 devia ser crime

Em 18 de março de 2015, a ainda presidente Dilma Rousseff sofria fortíssima pressão popular. Apenas três dias antes os movimentos de oposição como MBL e Vem Pra Rua haviam organizado a maior (até a época) manifestação popular contra o governo petista e exigindo o impeachment de Dilma.

Como “resposta” a tamanha insatisfação popular, o Governo Federal apresentou um “pacote anticorrupção”, e neste pacote havia uma medida que nos soa muito familiar, sobretudo se observarmos o noticiário político dos últimos dias: transformar em crime a prática de caixa 2.

Após as delações de João Santana e Mônica Moura, marqueteiros que trabalharam arduamente para eleger Dilma em 2010, a presidente afastada se limitou a dizer em seu Twitter que “não sabia” de nada sobre o caixa 2 praticado em sua campanha. Curiosamente, ela não defende mais que a prática seja considerada crime, e a narrativa do PT desde então tem se limitado a dizer que “caixa 2 é comum e todos fazem”, o que é uma acusação grave e sem nenhuma evidência.

Para ilustrar, esta é a Dilma de 18 de março do ano passado:

Esta é a Dilma do último dia 22 de julho:

 

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