Não há mais escapatória para Bumlai, o amigo de Lula

As recentes notícias dão conta de que a trajetória de escapadelas do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula, está chegando ao fim. Ele está a um passo da condenação na Lava Jato.

O processo ao qual Bumlei responde – junto com mais oito pessoas – tem a ver com a simulação de um empréstimo para ocultar o pagamento de propinas pelo Grupo Schain ao PT, recebendo em contrapartida um contrato de US$ 1,6 bilhão com a Petrobras. O MP pede que Bumlai seja condenado por três crimes – corrupção, gestão fraudulenta contra instituição financeira e lavagem de dinheiro – além de condenado a pagar multa de R$ 53,5 milhões. Os procuradores requerem que ele seja novamente mandado para a cadeia, pois atualmente se encontra em prisão domiciliar.

Há vários documento incriminando Bumlai. Estes documentos comprovam que ele conseguiu um empréstimo, no final de 2004, com o Banco Schahin no valor de R$ 12,1 milhões sem dar qualquer tipo de garantia, repassando em seguida os recursos ao PT. Ao final do prazo de quitação em 2005, a dívida não foi paga e, por sua influência política, nem foi cobrada. Com a ajuda da alta cúpula do PT, ele conseguiu que o banco emprestasse mais R$ 18 milhões a uma empresa dele para que com este dinheiro quitasse a primeira dívida.

Como está nas próprias confissões do pecuarista, ele fechou um falso contrato de quitação com o banco. Em troca, daria embriões bovinos. O que o grupo Schahin recebeu foi uma parte do Petrolão, dado que venceu uma licitação de US$ 1,6 bi para operar o navio sonda Vitória 10.000. Sem concorrência.

Os petistas temem que a condenação de Bumlai o fará contar sobre o assassinato de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André. Marcos Valério, o operador do Mensalão, teria dito que Bumlai foi o responsável por comprar o silêncio do empresário Ronan Maria Pinto, que ameaçava revelar os verdadeiros motivos da morte do prefeito.

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