Dinheiro roubado ia para conta do PT, diz operador Zwi Skornicki

As delações de Zwi Skornicki, João Santana e Mônica Moura confirmam que a campanha de Dilma Rousseff, em 2010, recebeu US$ 4,5 milhões através de caixa 2, uma prática ilegal. Segundo o marqueteiro, a “doação” foi feita para pagar dívidas da campanha. Skornicki, entretanto, revelou a existência de uma “conta corrente” da propina, por meio da qual muitos valores ilícitos passaram ao longo dos anos, em geral enviados para ex-dirigentes da Petrobrás e credores do PT, todos indicados pelo ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto.

No depoimento dado à Polícia Federal na última quinta, 21, o engenheiro Skornicki garantiu que todos os repasses foram acertados diretamente com Vaccari, mas afirmou que não tinha conhecimento sobre o destino do dinheiro – no caso, pagar dívidas da campanha de Dilma de 2010.

O acordo para a delação do empresário ainda não foi homologado por Sérgio Moro, que vai avaliar se as informações e provas entregues por Skornicki vão realmente ajudar nas investigações. Até o momento, parece haver confirmação de que várias propinas foram pagas em contratos referentes às plataformas P51 e P52, e com o conhecimento de que ia para agentes ligados à Petrobrás.

Outros nomes citados na delação do engenheiro foram Pedro Barusco e Renato Duque, que tinham altos cargos dentro da Petrobrás. Barusco já fez uma delação premiada e está em liberdade provisória, mas Renato Duque continua na prisão. Ainda segundo Skornicki, 50% das propinas iam diretamente para o partido (PT).

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