Cristina Kirchner ataca mídia, se diz vítima e defende Dilma

A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, adotou mais fortemente a narrativa de que os bolivarianos sempre são “vítimas de golpe”.

Hoje, Cristina é investigada na Justiça por lavagem de por lavagem de dinheiro, falsificação de documento público e má administração de recursos públicos. Mesmo assim ela lança uma retórica na qual é uma perseguida: “Há claramente a aparição de um partido midiático, que julga publicamente, de um partido judicial, que é como um espelho desse partido midiático, e de um setor que intervém por meio dessas duas vias na região [América do Sul]”.

A entrevista foi dada a seis jornalistas na última quinta-feira (21). Para Cristina, essa mesma intervenção acontece no Brasil, com o impeachment de Dilma.

A Justiça argentina investiga os vínculos entre a ex-presidente bolivariana e empresários que venceram grande parte das licitações nos últimos 12 anos. Um desses empresários, Lázaro Báez, preso desde abril sob a acusação de lavagem de dinheiro, era um dos melhores amigos de Néstor Kirchner. Báez é suspeito de alugar imóveis e quartos de hotéis das empresas dos Kirchner como forma de pagamento de propina.

As contas e bens de Cristina foram bloqueadas. O secretário de obras de seu governo, José López, foi detido ao ser encontrado tentando esconder US$ 8,9 milhões em dinheiro vivo em um convento na Grande Buenos Aires.

Em sua gestão, Cristina implementou a famosa Ley de Medios, que censurou os meios de comunicação a partir da pressão econômica do estado. A lei foi revogada por seu sucessor, Maurício Macri. Leis de censura sutil são utilizadas por regimes bolivarianos para esconder indicadores econômicos ruins e escândalos de corrupção.

 

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