Sócio da Engevix confirma pedido de propina por amigo de Dilma

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, o empreiteiro Gerson Almada confirmou que o ex-senador Gim Argello (PTB-GO) pediu propina para não convocar empresários a depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Petrobras. Almada é sócio e vice-presidente da Engevix, empresa pertencente ao chamado “Clube Vip”, que trabalhavam com um esquema de cartelização na petroleira estatal brasileira. Preso em abril na 28ª fase da operação Lava Jato, batizada de Vitória de Pirro, o ex-senador é já chegou até a assinar pedido de delação premiada, homologada pela Justiça no dia de ontem.

Almada, que assinou acordo de delação premida com a Justiça, afirmou que o ex-senador cobrou de seu sócio José Antunes Sobrinho R$ 5 milhões para não convocar executivos da empresa. De acordo com o delator, o pedido não foi aceito.

“Numa reunião de sócios, (Sobrinho) explicou que estava sendo pedido para ele uma quantia de R$ 5 milhões pelo senador Gim Argello para que nós não fossemos chamados dentro do processo CMPI da Petrobras. O que nós não concordamos”, disse o executivo em depoimento prestado por vídeo-conferência a um representante do Ministério Público Federal (MPF), que contou com a presença do juiz Sérgio Moro.

O depoimento de Almada complica ainda mais a vida do ex-senador Gim Argello, que também é acusado de usar uma paróquia no Distrito Federal para lavar dinheiro de propina. E indiretamente, complica a situação da presidente Dilma Rousseff. Ocorre que Gim Argello tinha amplo transito no governo federal por conta de seu relacionamento pessoal com Dilma Rousseff, da qual se dizia namorado.

A relação dos dois remonta dos tempos em que Dilma era ministra da Casa Civil, quando o então senador comprou uma casa na Península dos Ministros para se aproximar de Dilma Rousseff. Gim destacou um porteiro para que vigiasse os movimentos de Dilma, que saia todos os dias para caminhar com o cachorro. A ordem é que o porteiro avisasse quando Dilma passasse, para que o senador a acompanhasse no trajeto. Após um certo tempo as investidas de Gim surtiram efeito, e o petebista passou a ter grande influência sobre a ministra. Para Dilma o depoimento caiu como uma bomba, sobretudo porque se dá um dia após o devastador depoimento de Mônica Moura e João Santana admitindo caixa 2 e dinheiro de propina na campanha da petista.

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