Moro frustra defesa de Lula. Juiz não se declara suspeito.

Conforme lemos no Estadão, o juiz Sérgio Moro negou o pedido da defesa de Lula para que ele se declarasse suspeito para juiz o ex-presidente.

Os advogados de Lula alegaram que Moro seria “suspeito pois teria ordenado buscas e apreensões, condução coercitiva e interceptação telefônica ilegais, demonstrando parcialidade”. Todavia, os grampos foram levantados legalmente.

Os defensores de Lula ainda afirmaram que o juiz ‘teria prejulgado a causa ao prestar informações ao Supremo Tribunal Federal na Reclamação 23.457’ e seria suspeito porque estaria se dedicando exclusivamente aos casos criminais da Lava Jato.

Criticaram, também, o relacionamento de Moro com a imprensa. Ficaram fulos porque teriam sido publicados livros a seu respeito. Se incomodaram também porque o juiz participou de eventos.

“Várias medidas requeridas pelo Ministério Público Federal foram indeferidas, como o indeferimento dos pedidos de prisão temporária de associados do ex-presidente e o indeferimento da condução coercitiva da esposa do ex-presidente”, anotou Moro. “Não vislumbro como se pode extrair dessas decisões ou de qualquer outra decisão interlocutória dos processos, motivada a apreciação judicial pelo requerimento das partes, causa para suspeição. O fato da parte afetada, ainda que um ex-presidente, discordar dessas decisões em nada altera o quadro. Confunde a defesa sua inconformidade com as decisões judiciais com causas de suspeição.”

Sérgio Moro prossegue: “Não é apropriado nesta exceção discutir a validade ou não das decisões referidas, pois não é a exceção de suspeição o local próprio para esse debate ou para impugná-las. Portanto, de se concluir que a exceção de suspeição foi incorretamente utilizado para veicular a irresignação da defesa do ex-presidente contra as referidas decisões, não havendo, porém, o apontamento de uma causa legal de suspeição. Inviável reconhecer suspeição.”

Por fim, o juiz da Lava Jato aponta ‘afirmações incorretas’ dos defensores de Lula: “No que se refere à condução coercitiva, foi ela requerida pelo Ministério Público Federal e a autorização foi concedida por decisão em 29 de fevereiro de 2016, amplamente fundamentada. É evidentemente inapropriado, como pretende o excipiente, equiparar a medida à qualquer prisão, ainda que provisória, uma vez que o investigado é apenas levado para prestar depoimento, resguardado inclusive o direito ao silêncio, sendo liberado em seguida. Assim, o ex-presidente não se transformou em um preso político por ter sido conduzido coercitivamente para prestar depoimento à Polícia Federal por pouca horas.”

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3 comentários sobre “Moro frustra defesa de Lula. Juiz não se declara suspeito.

  1. Sinceramente ! Esse cidadão , se é , que pode ser chamado de cidadão ! Pois suas atitudes é de um verdadeiro moleque ” LULA “, já é tempo de prendê-lo e confiscar todos os seus bens, pois foram adquiridos de forma ilegal, bem os demais moleques do PT, MST e sem terra, Dilma e os demais envolvidos nessa quadrilha nem se fala !

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