João Santana admite que mentiu em defesa de Dilma

Na última quinta-feira, 21, o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, que atuaram fortemente nas campanhas petistas, confirmaram em delação aos investigadores da Lava-Jato que mentiram para proteger a presidente afastada Dilma Rousseff, que na época em que foram presos ainda exercia o cargo.

Ambos confirmaram que mentiram ao negar os depósitos de US$ 4 milhões, feitos por Zwi Skornicki, que tinham como destino pagar dívidas da campanha eleitoral de 2010, quando Dilma se elegeu pela primeira vez. No depoimento de Santana e sua esposa fica bastante claro que se trata de dinheiro ilegal, sem nenhum reconhecimento da Justiça Eleitoral.

O depoimento vai na mesma direção do que foi delatado, no mesmo dia, pelo próprio Skornicki, que confirmou ter dado o mesmo valor aos marqueteiros do PT, e que o fez a pedido de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT que também é investigado no mesmo processo. Santana declarou à Polícia Federal que mentiu nos primeiros depoimentos para evitar que a imagem de Dilma ficasse ainda mais desgastada.

“Eu achava que isso [admitir que era dívida da campanha de 2010] poderia prejudicar profundamente a presidente Dilma, eu que ajudei de certa maneira a eleição dela não seria a pessoa que iria destruir a presidente. Nessa época já iniciava um processo de impeachment, mas ainda não havia nada aberto. Sabia que isso poderia gerar um grave problema”, informou João Santana em depoimento.

O depoimento de Mônica Moura sustenta todas as afirmações feitas por seu marino. Ela disse à Polícia Federal que “não quis incriminá-la [Dilma], eu achava que ia piorar a situação do pais, achava que ia contribuir para piorar a situação do pais”.

 

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