Braço direito de Dilma, Erenice Guerra recebeu R$ 2,5 mi de empreiteira segundo PF

 Segundo laudo da Polícia Federal, a empreiteira Engevix pagou R$ 2,5 milhões ao escritório de advocacia de Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil no governo Luiz Inácio Lula da Silva e ex-secretária executiva da então ministra Dilma Rousseff. Os pagamentos foram feitos em 2013, quando Erenice já não era mais ministra. O laudo da PF se baseia nas movimentações do esquema criminoso desmantelado pela Operação Lava Jato. O laudo é assinado pelo perito Ricardo Andres Reveco Hurtado.

O sócio da empreiteira José Antunes Sobrinho já havia mencionado o escritório de Erenice em sua delação premiada. O escritório Guerra & Advogados Associados informou que, se houve pagamento feito pela Engevix, o valor se refere a serviços prestados legalmente.

Erenice já havia sido citada em delações de executivos da Andrade Gutierrez como uma das responsáveis pelo acordo que estabeleceu a propina de 1% nas obras da Usina de Belo Monte, no Pará, divididas entre PT e PMDB. O leilão da usina durou sete minutos e foi vencido com deságio de 6,02% sobre o preço inicial de R$ 83 por MWh, no dia 20 de abril de 2010.

Considerada braço direito de Dilma Rousseff, Erenice Guerra foi secretária executiva da Casa Civil antes de assumir a pasta em 2010, por indicação da presidente afastada. Amiga pessoal de Dilma, ela deixou o cargo em meio a denúncias de tráfico de influência para lobby. A presidente Dilma Rousseff diz confiar em Erenice e nega desconhecer qualquer irregularidade praticada na Casa Civil durante aquele período.

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