“Banco da propina” – Caminho se abre para delação da Odebrecht

De acordo com o Congresso em Foco, do portal UOL, um técnico em informática que fazia manutenção do programa de controle de propinas da Odebrecht revelou à Polícia Federal algo bombástico. Segundo ele, há um servidor reserva na Suíça, onde ficam armazenados todos os detalhes das transações entre a empreiteira, agentes políticos e dirigentes de empresas estatais.

O depoimento dado por Camilo Gornati, o técnico em informática, abre as portas para a delação premiada da empreiteira, que até então esbarrava na ausência de provas. Os investigadores da Operação Lava-Jato já estavam prestes a desistir, crentes que os arquivos do Setor de Operações Estruturadas tinham sido deletados dos computadores da empresa no ano passado, quando Marcelo Odebrecht foi preso.

Segundo Gornati, o servidor reserva ficou ativo até maio, quando o governo suíço bloqueou o acesso a ele. Agora ainda resta um passo importante para a delação: A recuperação dos documentos contábeis e da movimentação financeira do chamado “banco da propina”, pois tendo isso em mãos eles conseguirão fechar o acordo de delação que precisam para prosseguir com as investigações.

O sistema de informática usado pela Odebrecht era o “Drousys”, comprado pela empreiteira para operacionalizar pagamentos no exterior. O investigadores da força-tarefa têm indícios de que a empresa mantinha pelo menos 42 contas no Caribe e que elas abasteciam 28 offshores com mais de R$ 130 bilhões, e isso foi descoberto com base em dados eletrônicos.

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