Após votação na Câmara, PT e PCdoB saem estilhaçados, diz Casado

A votação na Câmara que elegeu o novo presidente da casa, na última quarta-feira, deixou uma ferida devastadora no PT e sua base aliada, cada vez menor e mais frágil. Segundo o jornalista José Casado, d’O Globo, o que era para ser uma manobra de bastidores bem sucedida para derrotar Temer no Congresso, acabou dando errado e se tornando mais um duro golpe contra os petistas.

Quando esteve em Joinville, Santa Catarina, o ex-presidente Lula prometeu “extirpar o DEM da política”, isso quando ainda era presidente. Contudo, para tentar manter o controle da Câmara, o partido apostou em uma vitória por aliança, mesmo que para isso tivesse que se aliar ao DEM, tão odiado pelos vermelhos. Lula queria, de certa forma, forçar uma aliança com Rodrigo Maia, principal candidato ao posto, mas esqueceu-se de que o Democrata fluminense é rival de uma forte aliada sua, a deputada Jandira Feghali, do PC do B.

O PC do B, aliás, é o partido da base petista que de forma mais estável tem trabalhado para o PT nos últimos anos. Isso, contudo, enfraqueceu completamente a base. Até figuras conhecidas pelo apoio ao ex-presidente Lula na mídia demonstraram forte reprovação por essa tentativa de apoiar o DEM, como foi o caso do crítico de cinema Pablo Villaça ou do cantor Tico Santa Cruz, que expressaram publicamente seu descontentamento.

Outro problema que Lula não esperava enfrentar era a articulação do PMDB, que jogou um balde de água fria em cima de seus planos. O DEM, embora não tenha recusado formalmente o apoio petista, se limitou a aceitar a aliança com o PMDB, e assim garantiu a vitória de Maia na votação com uma vantagem considerável.

Talvez esta tenha sido a última oportunidade do PT antes do impeachment. Sua base nunca esteve tão fragmentada.

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