Sindicato de professores pede para que a Justiça mantenha um terrorista no Brasil

Na segunda-feira, 18, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES) enviou um pedido de habeas corpus para o Supremo Tribunal Federal, solicitando que a Justiça mantenha no Brasil o franco-argelino Adlène Hicheur, que foi deportado para a França no dia 15 pela Polícia Federal.

Hicheur vivia no Brasil desde 2013 e dava aulas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O professor foi condenado por terrorismo na França em 2011 e por isso a Polícia Federal o deportou na última sexta-feira. Os advogados do ANDES enviaram o pedido de habeas corpus no mesmo dia, mas ele só chegou ao gabinete do Ministro Ricardo Lewandowski na segunda.

Os advogados, ultrapassando o limite de suas alçadas ao se intrometerem nas leis francesas, alegam que Hicheur não teve “direito de defesa” e que as acusações e condenação contra ele não encontra guarida. Também alegam que a deportação se deu exclusivamente devido a proximidade das Olimpíadas do Rio de Janeiro.

Hicheur tinha ligações comprovadas com a Al-Qaeda, e não custa lembrar que no mês passado outro terrorista também ligado ao mesmo grupo entrou no Brasil pela fronteira com o Uruguai. O sírio Jihad Ahmad Deyab, no início de junho, simplesmente passou pela fronteira de forma ilegal e desapareceu do radar da polícia. Ele estava no Uruguai desde que o ex-presidente Pepe Mujica autorizou sua entra no país, em 2014.

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