Olimpíadas: O risco de atentados terroristas é real e iminente

O Ciant, Centro Integrado Antiterrorismo, órgão responsável por analisar as credenciais requeridas ao Comitê Olímpico Internacional, recomendou que quatro pessoas fossem proibidas de entrar no país por terem ligações comprovadas com o terrorismo. Outras 36 pessoas estão sob suspeita, possuem envolvimento em outros tipos de crime e passam por julgamento em seus países de origem. A identidade ainda é mantida sob sigilo, mas a informação é oficial.

As autoridades do Rio alegam ter tudo sob controle, mas o alerta permanece. Na semana passada, a inteligência francesa divulgou documentos revelando que um brasileiro ligado ao grupo terrorista Estado Islâmico planejava atentados no Brasil, durante as Olimpíadas, contra a delegação francesa.

Conforme o jornal Liberation, da França, a ameaça foi relatada pelo chefe da Direção de Inteligência Militar (DRM) francesa, o general Christophe Gomart, durante uma sessão no dia 26 de maio da comissão parlamentar antiterrorismo – que investiga os atentados de 2015 no país –, cujo teor só foi divulgado hoje no site da Assembleia Nacional. Em declarações aos parlamentares, Gomart falou ao deputado Georges Fenech de um membro brasileiro do EI que estaria prestes a “cometer atentados contra a delegação francesa nos Jogos”.

Sabe-se que os terroristas normalmente preferem atacar alvos de grandes proporções e que sejam mais chamativos, como praças públicas, hotéis e avenidas principais, mas nada impede que fujam ao modo operante tradicional para despistar a inteligência. É necessária muita cautela.

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