Investidores finalmente voltam a apostar no Brasil

Começam a surgir sinais de otimismo entre investidores dentro e fora do país, conforme a Agência Estado. Vários fundos de investimentos estudam até a possibilidade de desembolsar cerca de US$ 50 bilhões no Brasil até 2017.

Há certa unanimidade em relação às incertezas do mercado, mas a mudança de rota na economia tem aumentado a confiança. A disposição da equipe do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em frear a dívida pública é apontada como um dos fatores para motivar os investimentos.

Alguns indicadores demonstram a melhoria da visão em relação ao País. Por exemplo, neste ano, o real já se valorizou em mais de 20% e a Bovespa acumula ganho de 28%. Se considerado o pior resultado do ano – 37.497 pontos, em 26 de janeiro – a alta do Ibovespa chega a 48%. “Estamos deixando para trás um momento de instabilidade política e econômica muito agudo”, diz Roberto Padovani, economista-chefe do Banco Votorantim.

Temer tem demonstrado cautela, no entanto: “Eu até brinquei com o Meirelles: será possível esta coisa de 2% de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto)? Eu acho um pouco exagerado”, disse em respeito à meta prevista pelo ministro para 2017.

Para o economista Affonso Celso Pastore, a eleição do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara com apoio do governo melhora muito o cenário em direção a uma mudança mais sólida: “A eleição mostra que o Brasil agora tem uma chance concreta de aprovar as reformas e são elas que mudam definitivamente o cenário”

Bruno Rovai, economista para o Brasil do banco britânico Barclays, afirma: “Ninguém esperava que, com Temer, o Brasil começaria a crescer 6% ou a dívida pública passaria a cair. É inocente pensar isso. Mas o novo governo indica uma mudança das políticas de 180 graus, o que tende a inverter a tendência dos principais fundamentos macroeconômicos”.

A política do governo Dilma foi marcada pelo endividamento excessivo. Algumas análises até chegam a apontar o afugentamento de investidores em razão de um projeto de poder estatizante. Com a mudança radical de rota, os investidores tendem a retornar, como já acontece na Argentina.

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