Em declaração polêmica, Dilma ataca medidas duradouras durante seu afastamento

Na noite de sexta (15), durante visita a Teresina, a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) deu uma declaração bastante incômoda, especialmente para ela própria.

Inicialmente, ela lançou uma narrativa de ataque ao governo interino – que tem sido melhor aprovado pela população, em comparação ao dela – atacando a gestão Temer. Isso entra em contradição com a alardeada “carta de intenções” onde Dilma pretende dizer que irá manter toda a política atual exercida pelo governo interino.

A declaração mais inusitada foi essa: “Eu acho extremamente grave é que estão tomando medidas de cunho permanente, sendo um governo provisório. E se eu não voltar, essas medidas se tornarão permanentes”.

Todavia não existe nenhuma lei dizendo que governos interinos não podem tomar as medidas necessárias para ajustes econômicos, sejam as medidas permanentes ou não.

A afirmação de Dilma pode causar mais danos ao seu capital político, pois assim que ela foi afastada, a população compreendia ser urgente a tomada de medidas econômicas. Ao se colocar contra essas medidas, Dilma pode danificar ainda mais sua própria imagem, já extremamente desgastada.

Dilma não forneceu argumentos pelos quais não deveriam ser tomadas medidas duradouras para a economia, bem como não explicou razões legais que proibiriam o governo Temer de adotar tais medidas.

 

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