Na iminência da derrota, UNE adota discurso por “novas eleições”

No último domingo, dia 17, em uma reunião do 64º Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg), a União Nacional dos Estudantes “aprovou” a realização de manifestos contra Michel Temer – como se já não acontecessem antes. O que surpreendeu foi a adoção de uma nova postura, exigindo um plebiscito para buscar uma nova eleição.

Aparentemente, após perceberem o iminente fracasso da narrativa “o impeachment é golpe”, e considerando que a votação final se aproxima sem que eles consigam reverter o quadro, o jeito foi apelar para um discurso que ainda possa servir para eles tirarem algum proveito. O objetivo é, com isso, tentar ganhar tempo e possivelmente eleger um sucessor de Dilma que seja aliado dela, ainda que não do mesmo partido (como Marina Silva, por exemplo, a primeira a surgir com esta proposta absurda).

Acontece é que tal ideia de novas eleições não possui base jurídica alguma, e eles sabem. Exigir isto, sim, é golpe. Seria como rasgar completamente a Constituição e jogá-la no lixo.

 

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