Interpol: Secretário Geral sugere armamento civil como alternativa no combate ao terrorismo

Depois dos últimos atentados terroristas, muitos veículos de imprensa aproveitaram o momento para defender uma agenda desarmamentista, alegando que isso dificultaria o trabalho de grupos como Estado Islâmico. A despeito de ser uma insanidade sem precedentes, tal medida tem se mostrado frágil até mesmo no combate aos crimes comuns. Diante disso, em uma entrevista para a ABC News, o secretário geral da Interpol, Ronald K. Noble, disse:

“As sociedades devem pensar sobre como vão abordar o problema. Uma coisa é dizer que queremos uma sociedade armada; dá para ver razão nisto. Outra coisa é dizer que enclaves [locais públicos de grande circulação, como shopping centers] são tão seguros que em vez de encontrar alvos vulneráveis você precisará passar por alguma segurança extraordinária.”

O que ele quis dizer com isso é que locais de grande circulação de civis, tais como supermercados, shoppings, praças públicas e parques, não são fáceis de se proteger, ainda mais quando não se tem a menor ideia de quando ou onde ocorrerão os ataques. O terrorismo, por ser imprevisível, não tem como ser prevenido com grande eficiência. Em tese, qualquer local pode ser atacado a qualquer momento sem que as autoridades de segurança estejam preparadas.

Além disso, fazer a segurança em locais assim requer um esforço absurdo, pois são muitas passagens, entradas em várias direções, fluxo elevado de civis, etc. Por isso ele sugere que a segurança mais eficiente, talvez, seja o armamento civil. Em casos como o ataque em Paris, em novembro do ano passado, alguns civis armados poderiam ter derrotado os terroristas no Bataclan e poupado dezenas de vítimas. No último atentado em Nice, também na França, o terrorista levou o caminhão por mais de 2 km de distância, atropelando quem estava no caminho. Bastaria um atirador civil bem posicionado para resolver o problema, que poderia ter também evitado várias mortes.

“Se acontecesse no Texas, será que esses caras teriam tido horas para atirar nas pessoas aleatoriamente?”, disse o secretário, referindo-se ao ataque feito no Kenia por membros do grupo islâmico Al-Shabaab. E ele continua:

“A polícia e os cidadãos do mundo todo devem questionar seus pontos de vista sobre o controle de armas. Com a ameaça do terrorismo, não temos hoje uma maior necessidade de cidadãos armados do que tínhamos no passado? É algo que precisamos discutir. Onde você preferiria estar: Em uma cidade onde há controle de armas e nenhum cidadão armado, como no Shopping Westgate (no Kenia) ou em um lugar com o Texas?”

Importante lembrar que foi justamente no Texas, no ano passado, que um ataque terrorista foi contido por cidadãos armados em uma exposição de caricaturas de Maomé. Os terroristas só conseguiram ferir um segurança que sobreviveu e foram rapidamente abatidos por transeuntes armados.

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