Dilma diz “ó, não tem pedalada não” e contradiz confissão feita em março

Nesta semana, um procurador do Ministério Público Federal, Ivan Cláudio Marx, propagou uma narrativa afirmando que as pedaladas fiscais relacionadas ao BNDES não eram crime comum, mas um ato de improbidade. Os petistas adotaram o discurso para dizer que isso inocentaria Dilma, quando na verdade não apenas tornam seu crime mais grave (pois a punição para improbidade é maior do que para crime de responsabilidade), como até permitem que agora ela seja responsabilizada tanto por crime de responsabilidade como por improbidade.

Mesmo assim, Dilma disse o seguinte, durante discurso para as organizações petistas em Teresina, no Piauí: “Passaram dois anos que tinha pedaladas, aí chega o Ministério Público e diz que ‘ó, não tem pedalada não’. Tirando a pedalada que eu ando, não tem pedalada”.

Porém, esta narrativa veio tarde demais, pois em março deste ano Dilma já havia confessado o crime de responsabilidade contido nas pedaladas, quando ainda tentava adotar outra narrativa dizendo que “os outros também fizeram”.

Na época, Dilma afirmou: “Meu impeachment baseado nisso [pedaladas fiscais] significaria que todos os governos anteriores ao meu teriam de ter sofrido impeachment porque todos eles, sem exceção, praticaram atos iguais ao que eu pratiquei. E sempre com respaldo legal”.

Com a recente narrativa de Ivan Marx e a confissão feita por Dilma em março, a presidente afastada pode agora sofrer impeachment e ainda ser condenada por crime comum de improbidade.

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