Após trair Temer, Castro critica “falta de lealdade” do Planalto

De forma inusitada, o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) alegou, nesta quinta-feira (14), ter sido sabotado pelo Palácio do Planalto, que teria atuado para derrotá-lo na disputa pela presidência da Câmara.

Curiosamente, Castro na verdade foi escolhido como candidato para representar o PT, que apoiou solidamente sua candidatura. Castro havia votado contra o impeachment de Dilma, enquanto ao mesmo tempo o partido bolivariano sempre tem empenhado a narrativa de que “há um golpe”. Com essa configuração de fatos e narrativas adotadas, tornou-se público que a candidatura de Castro era uma traição oficial ao governo Temer.

Castro aponta as razões para não ter recebido apoio do Planalto: “é porque eu fui ministro da Dilma (Rousseff), votei contra o impeachment e tinha o apoio do PT”. Castro obteve 70 votos ficou em terceiro lugar.

Castro complementou: “(A articulação do Palácio do Planalto) Atrapalhou a minha ascensão, mas político é acostumado com essas coisas. O PMDB me magoou porque, se eu tinha direito de ser candidato, não precisava do partido, mas me submeti à minha legenda para disputar os votos. Fiz isso aceitando as regras do jogo. Acho que faltou lealdade”.

No entanto, ele não explicou quais as razões pelas quais o Planalto deveria apoiar uma candidatura patrocinada por um partido que os chama de “golpistas”.

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