Narrativa do “golpe” constrange líder do PT na Câmara

A vitória do candidato do DEM, Rodrigo Maia, à presidência da Câmara tem se transformado em uma grande derrota para o PT, especialmente porque o partido tem sido considerado contraditório perante seus eleitores e demais correligionários.

O maior impacto tem sido à narrativa de que “há um golpe”, propagada pelos petistas há mais de um ano em ritmo alucinante. Porém, a narrativa perde boa parte de seu efeito uma vez que Rodrigo Maia, apoiado em certo momento pela bancada do PT, havia votado no impeachment.

O líder do partido na Câmara, Afonso Florence, tentou se desculpar perante os eleitores, ao afirmar: “O PT não apoiou golpista algum. Apoiamos o Marcelo de Castro no primeiro turno. Ele não é golpista, é anti-Cunha e anti-Temer, mas foi derrotado pelo trator palaciano. No segundo turno, liberamos a bancada. Muitos de fato votaram no candidato Rodrigo Maia por entender que a prioridade era derrotar Cunha e o Centrão. Outros foram embora, deixando de votar, e alguns votaram em branco. O resto é confusão ou desinformação”.

Entretanto, Florence não explicou um motivo pelo qual Maia deixaria de ser um golpista, dado que na narrativa petista todos que apoiam o impeachment são “golpistas”.

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