Dilma se contradiz várias vezes ao dizer que governo Temer “é a cara” de Eduardo Cunha

A vitória de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara criou uma espécie de colapso de contradições no discurso do PT.

Nesta quarta-feira (13), a presidente afastada Dilma Rousseff havia alegado, em entrevista à Rádio Itatiaia de Belo Horizonte, que as políticas implementadas pelo governo interino são influenciadas pelo deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Para Dilma, o governo Temer seria dependente de Cunha: “Ninguém pode duvidar que este governo é a cara do Eduardo Cunha. Pode ter três ou quatro pessoas indicadas pelo presidente interino e ilegítimo, mas o conjunto da obra é do Eduardo Cunha”.

A primeira contradição está no fato de os governos de Lula e Dilma terem sido embasados na parceria com Eduardo Cunha por mais de uma década. Por essa razão, uma “cara de Cunha” estaria mais associada ao governo Dilma, do que ao governo Temer.

Outra contradição se apresenta quando observamos que Dilma foi aliada do PMDB por todo esse período, enquanto o DEM, partido do novo presidente da Câmara, foi rotulado pelo PT como inimigo a ser “extirpado do poder” pelo mesmo período narrativo.

Por fim, outra contradição se encontra no fato de que Maia é considerado aliado forte de Temer. Exatamente por esse motivo o discurso de Dilma ficou sem nexo após o apoio a Maia.

Anúncios

Deixe uma resposta