Senado pode repudiar Venezuela na presidência do Mercosul

Segue a polêmica em relação à possibilidade de a ditadura venezuelana assumir a presidência do Mercosul. Na semana passada, a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou voto de repúdio diante da possibilidade de a presidência temporária do Mercosul ser ocupada pela Venezuela.

A senadora Ana Amélia (PP-RS), autora do requerimento na comissão, afirma que o presidente venezuelano Nicolás Maduro “já deu amplas demonstrações de que não governa democraticamente. Um governo que mantém presos políticos, persegue opositores, desrespeita o Legislativo e tutela o Poder Judiciário não pode presidir o Mercosul”.

O senador Lasier Martins (PDT-RS) também concorda que o Brasil tem que prestar atenção ao sofrimento do povo venezuelano e cobrar respeito aos princípios do Mercosul, que exige de seus membros a manutenção da ordem democrática e dos direitos humanos. Ele disse: “Enquanto no Brasil vemos políticos presos, na Venezuela existem presos políticos. Lá, existe praticamente uma centena de encarcerados por suas convicções ideológicas ou partidárias. Aqueles que têm coragem de enfrentar o governo autoritário correm o sério risco de acabar na prisão”.

Entretanto, deputados bolivarianos, aliados ao PT e PCdoB, querem manter a ditadura de Nicolás Maduro na presidência.

A troca na presidência do Mercosul é feita a cada seis meses. A reunião de cúpula do bloco, que passaria o comando para os venezuelanos, estava prevista para a próxima terça-feira (12), em Montevidéu (Uruguai), mas foi cancelada. Nesta segunda (11), ocorrerá uma reunião entre os chanceleres dos demais países integrantes do bloco – Uruguai, Argentina, Paraguai e Brasil –  marcada pelo governo uruguaio.

 

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