Venina hoje é consultora da Lava Jato

Thiago Prado, no Radar Online, mostra que até hoje a ex-gerente de Abastecimento a Petrobrás, Venina Velosa, segue colaborando com os procuradores de Curitiba. Seu alto nível de conhecimento técnico sobre a indústria petrolífera tem sido útil para a Lava Jato.

Entre outras denúncias, Venina ficou conhecida por ter exposto vários casos de irregularidades, especialmente quanto à refinaria Abreu e Lima. Em setembro de 2015, Venina revelou que o conselho da Petrobras tinha conhecimento de todas as análises de inviabilidade quanto à refinaria. Em fevereiro do mesmo ano, Venina afirmou que Dilma sabia de todas as questões financeiras relacionadas ao caso.

O blog Coturno Noturno havia publicado a seguinte linha do tempo das denúncias de Venina enquanto ela ainda ocupava seu cargo na Petrobras:

  •  Denunciou as falcatruas na área de comunicação da Petrobras, em 2008, informando à diretoria e presidência que estavam sendo pagos serviços não realizados. A Petrobras investigou e demitiu o gerente responsável, porque encontrou R$ 58 milhões em serviços pagos e não realizados e mais R$ 44 milhões em notas fiscais “frias”.
  • Em 2009, denunciou vários problemas na refinaria Abreu e Lima, como a contratação de obras sem licitação, escalada de preços via aditivos inexplicados, cláusulas abusivas contra a Petrobras. Num ofício de 4 de maio de 2009, Venina criticou a forma de contratação que, em pelo menos quatro vezes naquela etapa, dispensou as licitações e, em várias ocasiões, beneficiou as empresas que hoje estão envolvidas na Operação Lava Jato.
  • Documento interno da Petrobras de 2009 mostra que Venina fez 107 Solicitações de Modificação de Projetos (SMPs), o que resultaria numa economia de R$ 947,7 milhões nas obras da refinaria. Mas as sugestões da gerente não foram aceitas.
  • Outra sugestão não atendida foi a de acrescentar uma cláusula chamada “single point responsibility” nos contratos pela qual a construtora se tornaria responsável por eventuais problemas nas obras da refinaria, devendo arcar com os gastos.

No final de 2014, quanto Venina tornou públicas todas essas informações, a estrutura da Petrobras foi utilizada como máquina de assassinato de reputações de Venina, apontava o Coturno Noturno.

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