Waldir Maranhão anula ato de criação da CPI da UNE

Em mais uma decisão contestada, o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), assinou uma decisão nesta sexta e anulou  o ato de criação da CPI da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Maranhão alega não haver fato determinado para a CPI. Todavia, sua decisão basicamente acolheu questão de ordem feita pelos deputados Orlando Silva (PCdoB-SP) e Erika Kokay (PT-DF) questionando a criação dessa comissão. A CPI havia sido criada em maio deste ano por solicitação do deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP).

No requerimento de Feliciano, a CPI buscava investigar indícios de irregularidade no uso de dinheiro público pela UNE. Entre os diversos indícios de irregularidade apontados, estava a aplicação, pela UNE, de R$ 44,5 milhões recebidos a título de indenização da União por danos sofridos durante a ditadura militar, além de recursos recebidos com a confecção de carteiras de identidade estudantil e a investigação de convênios feitos pela entidade com a União entre os anos de 2006 e 2016.

Omitindo o fato de que o dinheiro investigado tinha origem em verbas públicas, os deputados comunistas, aliados do PT, afirmaram que os atos narrados por Feliciano “incidem sobre negócios jurídicos estritamente privados”.  A UNE tem sido utilizada como propagadora de narrativas petistas e inclusive a presidente da entidade, Carina Vitral, é apoiadora confessa do PT.

Como Maranhão possui apenas uma semana para utilizar o cargo de presidente interino a favor do PT, é possível que a CPI da UNE seja retomada após sua saída.

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