Padre envolvido em esquema de Gim Argello será investigado pela Lava Jato

O juiz federal Sérgio Moro autorizou que a Operação Lava Jato investigue o padre Moacir de forma concomitante às apurações sobre o ex-senador Gim Argello (PTB-DF). De acordo com a Procuradoria da República, por conta de pagamento de R$ 350 mil feito à paroquia em 2014.

 “A autoridade policial solicitou ao Ministério Público Federal prazo para a continuidade das investigações neste procedimento, precipuamente para análise completa do material apreendido e para apurar suposto envolvimento nos fatos do investigado padre Moacir Anastácio”, afirmou Sérgio Moro, no despacho do dia 29 de junho.

 “O Ministério Público Federal manifestou-se. Afirmou que requereu a este Juízo o desmembramento do inquérito para as investigações relativas ao padre Moacir Anastácio de Carvalho, o que foi deferido por meio de decisão proferida nos autos. Diante das informações prestadas pela autoridade policial, no entanto, posicionou-se o Ministério Público Federal pela viabilidade do prosseguimento das investigações nestes próprios autos.”

Segundo as investigações, o ex-senador Gim Argello e outros oito investigados são responsáveis por um esquema de pagamento que arrecadou ao menos R$ 5,3 milhões em propina. O valor era cobrado de empresas para evitar a convocação de empreiteiros investigados na Lava Jato para depor nas CPIs em 2014. A Procuradoria dedica um trecho do documento à relação entre o padre e o ex-senador. Os investigadores apontam que Gim Argello lavava o recurso ilícito por meio de doações para a Paróquia São José, presidida pelo religioso.

 

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