Cunha foi um dos quatro presidentes da Câmara que renunciaram – Conheça os outros três

Hoje, o agora ex-presidente da Câmara dos Deputados anunciou sua renúncia. Eduardo Cunha já estava afastado do cargo há pouco mais de dois meses e sofria processo no Conselho de Ética. Em sua renúncia, ele chorou, mas a verdade é que deixar o cargo pode fazer com que ele não seja cassado, o que no fim das contas é melhor para ele.

Porém, Cunha não foi o primeiro a renunciar este cargo, foi o quarto desde a redemocratização.

Em 2002, por exemplo, Aécio Neves (PSDB) era presidente da Câmara e renunciou logo depois de ser eleito ao governo de Minas Gerais. Outra das razões que teriam levado o mineiro a renunciar foi o fato de ele ter feito oposição ao reajuste salarial dos deputados, que queriam um aumento de 50%. Assim que Aécio abandonou o cargo, a votação pelo reajuste foi aprovada.

Já em 2005, quem renunciou foi Severino Cavalcanti, do Partido Progressista. Severino assumiu o cargo de presidente da Câmara e pouco tempo depois foi envolvido em um esquema de cobrança de propina do restaurante da própria Câmara.

A acusação era a de que o deputado cobrava cerca de R$ 10 mil por mês do dono do restaurante, Sebastião Buani, que o acusou de extorsão. Em setembro, Severino renunciou, deixando de ser deputado. Em 2006 ele buscou se reeleger mas não obteve sucesso. Somente em 2008, após o escândalo, é que o ex-deputado conseguiu se eleger a uma prefeitura no interior de Pernambuco.

O terceiro a renunciar foi Michel Temer (PMDB), em 2010, quando se tornou vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT). A razão de sua saída foi justificada para que ele se dedicasse integralmente à corrida presidencial.

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