O cerco se fecha para Dilma – Impeachment já é uma realidade

Dilma Rousseff, à beira do precipício, voltou a negar que violou a Constituição e reivindicou sua suposta luta contra a ditadura e sua vitória nas urnas em uma defesa escrita no Senado, onde correm os últimos capítulos do processo de destituição.

A presidente afastada desde 12 de maio fez um forte apelo aos senadores, mas preferiu não testemunhar pessoalmente diante da comissão especial, onde ela é fraca. Foi seu advogado, o ex-ministro de Justiça Eduardo Cardozo, quem leu a apresentação.

“Já sofri a dor indizível da tortura, já passei pela dor aflitiva da doença e hoje sofro a dor igualmente inominável da injustiça. O que mais dói neste momento é a injustiça. O que mais dói é perceber que estou sendo vítima de uma farsa jurídica e política”, destacou Dilma em sua carta.

E continuou:

“É apenas uma questão de tempo para que os que hoje se julgam vitoriosos sejam colocados no devido lugar que a luta democrática e a história lhes reserva.”

Apesar dos apelos emocionais, o povo e a oposição sabem que Dilma não é inocente, mesmo porque se trata de uma economista formada e de avançada idade, com muita experiência e capacidade para discernir. Segundo Cássio Cunha Lima, senador pelo PSDB, a questão já está encerrada a partir do momento em que a responsabilidade da presidente foi comprovada.

Ainda segundo Cássio, o governo interino já tem garantia de até 59 votos, cinco a mais do que o necessário para destituir Dilma em definitivo.

Advertisements
Anúncios

Um comentário sobre “O cerco se fecha para Dilma – Impeachment já é uma realidade

Deixe uma resposta