Feministas ocidentais apoiam opressão muçulmana enquanto Iranianas protestam contra misoginia islâmica

Por Francine Galbier

“Minha Liberdade Furtiva” é o nome do movimento fundado por Masih Alinejad, que tem como objetivo se opor às regras de vestimentas impostas às iranianas.

Uma campanha recente contra o uso obrigatório do véu ganhou destaque.  Mulheres estão publicando fotos e vídeos usando roupas e véus de cor branca, utilizando a hashtag #whitewednesday (quarta-feira branca) como símbolo de protesto.

A fundadora do movimento e da campanha é Masih Alinejad.

Revolução de 1979

Antes da revolução de 1979 que levou ao poder o regime islâmico do aiatolá Khomeini, as roupas usadas por mulheres no país eram similares as usadas pelas ocidentais, inclusive tops, minissaias, blusas de manga curta, etc. Desde a revolução as leis foram alteradas.

Passou a ser determinado que as mulheres cubram os cabelos,  não usem maquiagem e vistam roupas até o joelho, e caso descumpram podem ser multadas ou até presas.

Mais de 100 mil mulheres e homens já protestaram nas ruas contra a legislação de 1979 mas nada foi alterado

“Minha Liberdade Furtiva”

O movimento foi fundado à três anos, e desde então recebeu pela internet cerca de 3 mil fotos e vídeos de mulheres com os cabelos a mostra, mas as imagens são postadas de forma anônima para evitar perseguição.

Agora, com a campanha da hashtag #whitewednesday, as mulheres estão tendo coragem de demonstrar publicamente insatisfação.

Alinejad vive em exílio nos Estados Unidos e teme ser presa pelas autoridades caso pise em seu país natal.

Enquanto isso, no ocidente:

Enquanto as mulheres do Irã sentem-se com medo de postar uma foto na internet com cabelos a mostra, algo impensável de ser um tabu por quem nasceu no ocidente, as feministas daqui do ocidente endossam e apoiam a religião muçulmana, a mais machista que existe.

Quem realmente sofre com uma sociedade patriarcal são mulheres que vivem em países onde impera o Islã, mas o movimento feminista não parece estar preocupado com a liberdade e com os direitos das muçulmanas. Pelo contrário, elas estão bem mais interessadas na defesa da religião que mais oprime mulheres no mundo.

 

 

 

 

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