Acabou o mito petista: Lava Jato reuniu centenas de provas contra Lula

Por Francine Galbier

O argumento mais repetido pelos petistas é que não existem provas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas é claro que essa é uma afirmação falsa.

A grande confusão de narrativa se deu por uma interpretação errônea da fala de Deltan Dallagnol ao apresentar o PowerPoint onde denunciava Lula como comandante máximo da organização criminosa que saqueou o país. Deltan disse na época que não haviam “provas cabais” contra o petista, na mídia repercutiu como se não houvesse prova alguma. Juntando a frase com a imagem apresentada, que não continha nada além de nomes ligados a Lula, a denúncia do Ministério Público Federal foi taxada como insuficiente.

“Cabal” é um termo jurídico para definir aquilo que comprova um fato e não deixa nenhuma dúvida quanto a sua veracidade. Uma prova cabal contra Lula, nesse caso, seria um documento que o colocasse como proprietário do tríplex em registro oficial. No caso da denúncia oferecida pelo MPF, isso não seria nem possível uma vez que ele é acusado de ocultar e dissimular esse patrimônio, logo, só poderiam existir provas indiciárias e periciais.

Apenas nessa denúncia em questão, do triplex, a força-tarefa da Lava Jato reuniu 286 anexos contendo provas indiciárias e periciais contra o ex-presidente. Portanto, Lula não foi indiciado com base em convicções mas em provas.

Seria difícil contabilizar a quantidade de provas, dessa natureza, que já foram reunidas pela Lava Jato, incluindo documentos apreendidos na OAS e no próprio apartamento de Lula, que foram ratificados pelos depoimentos de Léo Pinheiro e por outros diretores da empreiteira.

Não há dúvida sobre existirem provas contra Lula, a grande questão é: por que ele ainda não está preso preventivamente?

Confira um trecho do processo que trata sobre o assunto:

Leia a denúncia do caso tríplex na íntegra AQUI

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2 comentários sobre “Acabou o mito petista: Lava Jato reuniu centenas de provas contra Lula

  1. a Prisão preventiva teria que se dar pelo réu oferecer algum risco às investigações, e na sua queda livre ao ostracismo, o único risco que o Lula oferece é à nossa paciência. Fora que ia dar mais combustível pros discursos dele e mais recursos da defesa pra torrar a paciência do MPF, o melhor é esperar o fim do processo (à partir do dia 20) e deixar com a condenação pra fazer o resto. Aí só deixar a segunda instância confirmar a condenação e por aí vai.

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