R$ 300 milhões da JBS em propina para o PT na Suíça foram assunto secundário na imprensa

A junção dos fatores é que torna tudo muito suspeito.

Primeiro, o vazamento da delação e a demora para divulgarem os áudios que comprovariam seu conteúdo. Depois, todos os sites de notícias espalhando a informação de que Temer teria comprado o silêncio de Cunha como se isso já estivesse comprovado. Por fim, mas não menos importante, o fato de que os irmãos Batista já previam a crise que viria e se anteciparam, comprando uma boa remessa em dólares no dia anterior.

Quando a gravação veio a tona, a maioria das pessoas percebeu logo de imediato que o conteúdo não era assim tão claro quanto os noticiários fizeram parecer. De quebra, convenientemente isso ofuscou totalmente um dos detalhes mais importantes da delação, que era justamente o montante absurdo de propina que a JBS mantinha para o PT no exterior, em contas na Suíça.

Veja o que publicou a Época sobre o caso:

A JBS depositou cerca de R$ 300 milhões em propina devida ao PT numa conta secreta controlada por Joesley Batista na Suíça, cuja empresa de fachada, titular oficial da conta, era sediada no Panamá. O saldo dessa conta de propina era gerado aos poucos, em razão de vantagens ilegais obtidas pela JBS junto ao BNDES, sempre na gestão do PT – especialmente nos anos em que Luciano Coutinho presidia o banco.

E continua:

Era uma conta-corrente de propina dividida, nas planilhas da JBS, entre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. As informações foram encaminhadas por Joesley à Procuradoria-Geral da República.

Estas informações até foram veiculadas na imprensa, pelo menos em parte dela, mas não foram destaque em momento algum. Na realidade, mal foram mencionadas nos noticiários de televisão. E tudo isso ainda soma com a gafe aparentemente proposital de William Bonner, na quarta-feira à noite, ter se referido a Michel Temer como ex-presidente em rede nacional.

Tudo esquisito, para dizer o mínimo.

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Um comentário sobre “R$ 300 milhões da JBS em propina para o PT na Suíça foram assunto secundário na imprensa

  1. Primeiro deram grande destaque à interpretação de gravações editadas e em nada conclusivas. Por outro lado, essa não é a primeira interpretacao nebulosa de Lauro Jardim.
    Jogar informação duvidosa em mídia de grande alcance é um boa maneira de segurar as reformas. Rapidamente as centrais sindicais se mobilizaram para tentar evitar o fim das contribuições obrigatórias.

    Curtir

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