E-mails de Dilma com codinome “Iolanda” são provas de obstrução à Justiça

E-mails secretos atribuídos à ex-presidente Dilma Rousseff  podem provar que houve tentativa de obstrução à Justiça pela petista, e foram anexados em um inquérito contra ela no Supremo.

Segundo Mônica Moura, mulher do ex-marqueteiro do PT João Santana, dois e-mails foram criados para que ela e Dilma se correspondessem sem que houvesse registro. Um dos endereços usados era [email protected]

De acordo com a delatora, Dilma recebia informações pelo então ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e através avisava ela dos avanços da investigação. Dilma teria dito à Mônica: “precisamos manter contato frequente de uma forma segura para que eu lhe avise sobre o andamento da operação, estou sendo informada de tudo frequentemente pelo José Eduardo Cardoso”.

As contas teriam sido usadas até fevereiro de 2016, quando o casal foi preso, e última mensagem enviada por Dilma teria ocorrido às vésperas da prisão. Era um texto cifrado: “O seu grande amigo está muito doente. Os médicos consideram que o risco e máximo. O pior é que a esposa, que sempre tratou dele, agora está com câncer e com o mesmo risco. Os médicos acompanham os dois, dia e noite”.

 

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